Política

Presidente Lula volta a cobrar ministros e critica a imprensa de forma irônica

O presidente Lula (PT) voltou a cobrar nessa quinta-feira (21) os ministros para que eles viajem pelo país, divulguem as ações e saiam em defesa do governo e não apenas àquelas das respectivas áreas. Em evento com jovens, o petista ainda criticou a imprensa brasileira, a qual chamou de forma irônica de “gloriosa imprensa democrática”, sugerindo que os veículos de comunicação não divulgam os feitos do governo.
Lula participou ontem do lançamento do Plano Juventude Negra Viva, pacote de medidas de políticas públicas para os jovens negros. O evento ocorreu em ginásio esportivo em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 30 km do Palácio do Planalto.

A solenidade com a participação de ministros como Anielle Franco (Igualdade Racial), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Marina Silva (Meio Ambiente), Sonia Guajajara (Povos Indígenas), André Fufuca (Esportes) e Margareth Menezes (Cultura). Lula então repetiu a cobrança feita durante reunião ministerial na segunda-feira (18), quando criticou duramente a comunicação do governo.

Então, pediu para que todos os ministros passem a incluir as informações sobre o Plano Juventude Negra Viva em cada discurso e em cada viagem. O momento de crítica à imprensa veio quando se dirigia aos jovens que lotaram o ginásio. “Quando [vocês] se reunirem para falar mal do Lula, não tem problema. Falem mal, mas lembrem de lembrar que nós lançamos o Plano Juventude Negra Viva e que vocês tem responsabilidade de fazer esse programa dar certo”, afirmou.

“Quando, hoje à noite ou amanhã, qualquer um de vocês for encontrar com a namorada ou o namorado, pode se encontrar, dar um beijinho, mas depois diz que foi ao lançamento do Plano Juventude Negra Viva e explica para o parceiro o que é o programa. Porque, se depender da nossa gloriosa imprensa democrática, vocês não saberão do programa. Vai depender muito de vocês”, completou.
Segundo o governo federal, o plano conta com 200 ações e 43 metas específicas. Elas estão divididas em diversos eixos, como saúde, educação, cultura, segurança pública, trabalho e renda, geração de trabalho e renda, ciência e tecnologia, esportes, segurança alimentar, fortalecimento da democracia, meio ambiente, garantia do direito à cidade e a valorização dos territórios.
“O pacote é fruto da reivindicação de movimentos negros em todo o Brasil e tem como principal objetivo construir ações transversais para a redução da violência letal e outras vulnerabilidades sociais que afetam majoritariamente a juventude negra no país”, informou o governo.

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