PM vira ré por homicídio e ocultação de cadáver de homem raptado há um mês em Maracanaú

Os investigadores suspeitam que outros agentes de segurança estejam envolvidos no crime. A policial militar foi presa quatro dias após o rapto

Uma policial militar do Ceará virou ré na Justiça Estadual por homicídio qualificado (por motivo fútil e praticado por grupo de extermínio) e ocultação de cadáver, que teve como vítima um homem que foi raptado, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e corpo segue desaparecido há mais de um mês.

“Cerifica-se que a denúncia expõe satisfatoriamente o fato criminoso, constando a qualificação devida da acusada, a classificação do crime perpetrado e o rol de testemunhas a ser ouvido”, considerou o juiz.

Os investigadores suspeitam que outros agentes de segurança estejam envolvidos no crime, mas não foram identificados formalmente até o momento. Maria Aline foi presa quatro dias após o rapto. A defesa da policial militar não foi localizada para comentar a decisão judicial e a acusação do Ministério Público.

 

Conforme a denúncia do MPCE, na tarde de 7 de novembro do ano corrente, na Rua Martins de Lima, bairro Alto Alegre, em Maracanaú, Clezio Nascimento de Oliveira, de 32 anos, “foi sequestrado à força por quatro pessoas, todas utilizando modus operandi de agentes de segurança pública, sendo, por enquanto, identificada como uma das participantes apenas a policial militar Maria Aline do Nascimento Rodrigues (que aparece nos vídeos captados da ação delitiva)”.

A vítima foi arrebatada em frente à própria residência quando estava acompanhado de outras pessoas. Os suspeitos estavam armados, usando coletes e balaclavas, quando forçaram Clezio a entrar no carro (Sandero, corbranca, de placa QUK6G08).”

MINISTÉRIO PÚBLICO DO CEARÁ
Na denúncia

As investigações descobriram ainda que a placa filmada era “clonada” (ou seja, a placa verdadeira do automóvel era outra) e que o veículo utilizado na ação criminosa pertencia a uma familiar de Maria Aline.

CORPO DE VÍTIMA SEGUE DESAPARECIDO

O corpo de Clezio Nascimento de Oliveira está desaparecido desde que ele foi raptado, na tarde de 7 de novembro último. “A vítima Clézio fazia uso de tornozeleira eletrônica, mas no dia do fato criminoso, o sinal foi interrompido logo no inicio da ação criminosa”, apontou o MPCE.

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