Marca japonesa Toshiba volta ao Brasil com linha premium

Marca conhecida por muitos brasileiros, a japonesa Toshiba está de volta ao país após um hiato de cinco anos. O famoso slogan “os nossos japoneses são mais criativos do que os japoneses dos outros”, dará espaço ao “os nossos detalhes são mais importantes do que os detalhes dos outros”, pois o retorno da marca ao país será por meio de empresas chinesas.

Além de chegar oferecendo a linha tradicional de televisores, a Toshiba também oferecerá eletrodomésticos para consumidores de alto padrão, entre eles um micro-ondas nas versões de 27 litros e 35 litros (com preço a partir de R$ 919 e produzido na planta de Manaus), um refrigerador multiportas de 638 litros (R$ 18.799) e dois modelos de lava e seca, de 11 kg e 12,5 kg (por R$ 5.199 e R$ 5.749, respectivamente), que por enquanto serão importados.

O lançamento dos eletrodomésticos faz parte de uma estratégia da Midea Carrier, responsável no Brasil pela Carrier, Midea e Springer. Em 2016, ano em que a japonesa saiu do Brasil, o grupo comprou a divisão Toshiba Lifestyle. Atualmente, a companhia tem fábricas em Manaus (AM) e em Canoas (RS), com cerca de 1.500 funcionários no país.
A perspectiva também é fazer mais lançamentos com a marca Toshiba no primeiro trimestre do ano que vem. Em maio, em uma parceria da controladora chinesa Hisense com a brasileira Multilaser, a Toshiba também voltou ao Brasil com o produto que a deixou mais conhecida nas décadas passadas, os televisores. Os modelos são de 55 e 65 polegadas, com resolução 4K e compatíveis com streaming.

Segundo Felipe Costa, presidente da Midea Carrier no Brasil, as sucessivas crises que resultaram no desembarque de muitas multinacionais do país, principalmente com a pandemia, não afetaram a confiança da empresa no mercado nacional. “O Brasil é o maior mercado da América Latina em eletrodomésticos, apesar de ter alguns soluços macroeconômicos. A Midea escolheu o país para ser um dos cinco mercados globais para investimentos. Este ano, a gente continua vendo um crescimento, não tão forte quanto em 2020, já que as pessoas devem começar a gastar mais com serviços, como restaurantes e bares, no segundo semestre”, disse o executivo.

Fonte: https://oestadoce.com.br/

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