Leilão do 5G: Deputadas defendem uso para reduzir desigualdade nas escolas

As deputadas Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) e Professora Rosa Neide (PT-MT) reforçaram, em audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a importância de se utilizar o leilão da tecnologia 5G no País como meio de garantir internet de qualidade para escolas da educação básica.
A minuta do edital que está sendo analisada pelo TCU não obriga as empresas vencedoras do leilão a levarem internet às escolas públicas. O governo argumenta que outras metas de cobertura previstas já vão garantir internet de alta velocidade nas escolas.

“Nesta terça-feira [6], teremos uma nova audiência com o ministro Fábio Faria. Cabe a ele incluir textualmente as escolas”, observou Dorinha Seabra, que preside a comissão de Educação. “E não adianta dizer que, por consequência, [o 5G] chegará às escolas. Como vamos garantir para as escolas indígenas e do campo se nem as da cidade estão garantidas?”, observou. Já a deputada Professora Rosa Neide, que presidiu o debate virtual, considera a conectividade uma maneira de tornar o processo de aprendizagem menos desigual. “É o conhecimento embarcado em equipamento que pode chegar às mãos dos estudantes. Se não for assim, dificilmente teremos chance de recuperar os quase dois anos fora da escola”, disse.

Presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfelder apresentou dados de estudo desenvolvido em parceria com a Unicef sobre o tema. “A pandemia agravou desigualdades históricas que nós já tínhamos no País. Em 2019, 90% das crianças de 4 a 17 anos fora da escola eram de famílias com renda per capita menor do que um salário mínimo”, disse. “E , segundo o estudo, o número de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos fora da escola praticamente dobrou entre 2019 e 2020.”

Fonte: https://oestadoce.com.br/

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