Hospital Leonardo da Vinci agracia profissionais após 4 mil altas

Gratidão. Este foi o sentimento predominante no Hospital Leonardo da Vinci na manhã da última sexta-feira (2). Após ultrapassar a marca de 4 mil pacientes recuperados da covid-19, a unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), adquirida pelo Governo do Estado para o tratamento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, e a Universidade Maurício de Nassau (Uninassau) promoveram uma homenagem aos profissionais do hospital mobilizados para o enfrentamento à pandemia. Durante a solenidade, cartas de agradecimento escritas por alunos da universidade e um momento musical foram destinados aos trabalhadores da saúde.

FOTO – TATIANA FORTES/ GOV. DO CEARA

Diretor-geral da unidade, José Emídio Rocha Teixeira destacou os esforços feitos para a transformação do equipamento no primeiro hospital de campanha do Ceará e capacitação dos profissionais selecionados, tendo em vista o cenário de disseminação da doença. “Iniciamos com uma avaliação de toda a estrutura do hospital. Depois, viabilizamos os equipamentos e insumos necessários para o tratamento dos pacientes, como camas para os leitos, ventiladores e respiradores, por exemplo. O trabalho não foi nada fácil, pois a unidade não dispunha do que precisávamos. Além disso, era uma situação muito nova. Não se conhecia a doença e nem o tratamento adequado. Fizemos uma análise do que estava sendo feito em outros países, como a Itália. A partir daí, conseguimos estabelecer um plano de ação e pudemos preparar nosso efetivo”, relembra.

Reitor da Uninassau e responsável pela apresentação musical da solenidade, Marcus Ponte ressalta que a campanha de combate à covid-19 foi além do tratamento de pessoas infectadas pelo vírus, visto que, principalmente no início da pandemia, atuava na assistência a profissionais da saúde e demais envolvidos no processo de neutralização da doença e enaltece a significância do hospital para a população cearense.

“Desde março e abril do ano passado, no auge da pandemia, kits de alimentação saudável estavam sendo entregues a profissionais da saúde. O momento era crítico e de extrema incerteza. A rua principal do hospital estava isolada. Só havia tráfego de ambulâncias e carros funerários. Além de cuidar das pessoas convalescentes pelo coronavírus, a preocupação era em dar suporte aos trabalhadores, os nossos verdadeiros heróis. Portanto, mesmo com quase 520 mil vidas ceifadas no Brasil, após um ano e meio, voltamos aqui em caráter de agradecimento por tudo que foi feito para que mais de 4 mil vidas fossem salvas”, enaltece.

Missão e legado
Teixeira considera que o diferencial do Hospital Leonardo da Vinci para a recuperação de pacientes diagnosticados com a covid, além da estrutura desenvolvida para a unidade, foi a maneira com a qual os profissionais de saúde selecionados para tal “acolheram a missão”, mesmo que não tivessem plena ciência do que teriam de lidar.

“O lado humano dos profissionais foi fundamental. Eles abraçaram a causa desde o início, mesmo sem saberem o que viria pela frente e a por quais pessoas estariam lutando. Mentalizamos que não são apenas números, mas, um pai, uma mãe, um parente próximo, um amigo de infância. Este momento nos permitiu refletir e atingir um crescimento humano, de ver, na dor, a disposição em fazer algo para acontecer para mudar a situação”, pontua.
Por Eudes Viana, sob a supervisão da editoria de Cidades

Fonte: https://oestadoce.com.br/

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