Disputa de postes por empresas vira obstáculo para instalação da rede 5G em Fortaleza e outras capitais

Emaranhado de fios e cabos dificulta trabalho de avanço da tecnologia

O emaranhado de fios e cabos nos postes das grandes cidades deve prejudicar o trabalho das empresas de telecomunicações para instalar as redes de 5G, a nova geração de telefonia móvel, que tem até 31 de julho para começar a operar nas capitais.

Os postes são cada vez mais disputados entre teles e distribuidoras de energia, que não se entendem sobre quem deve arcar com o custo para reorganizar a bagunça. Segundo reportagem do jornal O Globo deste domingo (8), estima-se que um em cada quatro postes esteja com ‘superlotação’, com até 60 cabos de 40 empresas disputando um espaço onde oficialmente só poderia haver seis pontos de ancoragem na rede.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e associações do setor, atualmente existem de 10 milhões a 12 milhões de um total de 46 milhoes de postes no país. Técnicos de empresas que estão instalando antenas de 5G relatam dificldades para achar espaço em postos em avenidas de Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.

Aneel e Aneel e nova resoluçao

Para tentar disciplinar a questão, a Agência Nacional de Energial Elétrica (Aneel) e a Anatel tentam desenvolver, em conjunto, uma nova resolução para disciplinar a questão. A consulta pública, encerrada recentemente, resultou em mais de 574 contribuições, que as agências têm até seis meses para analisar.

Tecnologia 5G precisa de mais estrutura

O Globo lembra que a chegada do 5G agrava o problema porque suas redes exigem mais cabos e antenas que o 4G para alcançar a ultravelocidade de conexão móvel prometida. Além disso, novas empresas de telecomunicações estão entrando no mercao e também precisam dos postes para passar fibra óptica e instalar antenas de 5G.

“É um problema que tende a crescer dado o aumento de densidade da rede. Por isso, há uma preocupação nossa em dar uma solução”, ressalta o superintendente de Competição da Anatel, José Bastos. Segundo ele, o problema hoje está nas grandes metrópoloes e afirma que as duas agências estão priorizando o assunto por causa da maior competição no setor.

Fonte: cn7.com.br

 

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