Comércio no Ceará tem aumento de 9,8% nas vendas

Devido à recente retomada das atividades econômicas, o afrouxamento das medidas de isolamento social rígido e o avanço da vacinação em Fortaleza, muitos empresários estão se sentindo mais confortáveis para reabrir suas lojas nos espaços comerciais da cidade. Somente no primeiro semestre deste ano, um conjunto de shoppings que atua na Capital divulgou a abertura de 10 novos estabelecimentos. Além destes empreendimentos, é esperado a inauguração de mais 20 negócios nos centros de operações, até o final de 2021. Esse retorno, deve oferecer mais empregos para a população e impulsionar a economia local.

Com o período mais ameno em relação aos casos de Covid-19 na Capital e o retorno do comércio, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, analisa que é notado a reabertura de algumas lojas que haviam encerrado suas atividades e tinham demitidos seus funcionários. “A gente tem visto algumas lojas que estavam em uma situação precária financeiramente e de desemprego com uma retomada lenta e gradual, mas uma retomada positiva”, afirma.

A abertura de novos estabelecimentos também vem sendo percebido nos últimos meses, no primeiro semestre deste ano o comércio apresentou um aumento de 20.082 no número de registros dos negócios, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec). Contudo, apesar do crescimento divulgado, para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, no centro de Fortaleza, essa elevação não foi notada tão fortemente. “Aqui no centro, a gente não tem visto a abertura de lojas, tá muito tímido ainda”, comenta.

Faturamento
Com a reabertura dos negócios, lojistas e comerciários esperam um aumento no faturamento. Em relação às vendas nos comércios, foi notado no Estado uma elevação de 9,4% no montante de transações em maio, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O presidente do Sindilojas comenta que alguns setores ainda apresentam baixas demandas de vendas, como o de confecção. Porém, ele afirma que as áreas de automóveis e de material de construção tiveram resultados crescentes nos últimos meses.

Segundo Cavalcante, no mês de junho o comércio foi impulsionado pela série de benefícios sociais liberados pelo governo federal, estadual e municipal, como o adiantamento do décimo terceiro salário, onde, segundo ele, foram injetados R$2,5 bilhões no mercado. “Refletiu no varejo aqui, alguns segmentos teve crescimento de 3%, 4%”, explica. O presidente da CDL-Fortaleza ainda diz que é esperado um aumento nas vendas em julho, por conta das férias.

Emprego
Devido à retomada gradual das lojas as suas atividades comerciais, é esperado que o montante de pessoas que foram demitidas, no período em que os estabelecimentos estavam fechados, retornem aos seus postos de trabalho. Acerca de possíveis novas contratações neste momento de reabertura dos negócios, Alves afirma que o setor lojistas estão empregando e que após julho é aguardado um aumento exponencial de vagas. “Algumas lojas estão retomando e com isso está havendo uma retomada dos empregos”, afirma.

Para Cavalcante, é notável a volta de alguns empregos, principalmente das lojas que haviam diminuído o número de trabalhadores. “Lojas que tem três empregados, tá contratando mais um. Então, tá havendo uma retomada meio tímida, mas tá havendo uma recontratação”, confirma.

Fonte: https://oestadoce.com.br/

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