Polícia

Acusado de mandar assassinar radialista em 2015 é preso em Pacatuba

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) localizou e prendeu João Batista Pereira da Silva, de 52 anos, apontado como mandante da morte do radialista Gleydson Carvalho. O crime foi registrado em agosto de 2015, no município de Camocim, na região do Litoral Norte cearense. Já a prisão do bandido ocorreu nesta terça-feira (23), na cidade de Pacatuba, da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Durante as investigações, a polícia conseguiu identificar a autoria, materialidade e motivação do delito. Na época, os executores chegaram a ser presos. Ainda durante os trabalhos investigativos, que contaram com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), João Batista, que também é conhecido como “Batista Dentista”, foi identificado como mandante e financiador do crime. Ele também foi preso em 2015.

Após ser colocado em liberdade, um outro mandado de prisão foi solicitado ao Poder Judiciário. João Batista foi localizado e capturado dentro de um imóvel em Pacatuba. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva pelo crime de homicídio qualificado. Agora, o criminoso encontra-se à disposição da Justiça.

Sobre o crime

No dia 6 de agosto de 2015, Israel Marques Carneiro e Thiago Lemos da Silva chegaram no estúdio da Rádio Liberdade FM, fingindo que fariam anúncios, e dispararam contra o radialista três vezes. O comunicador chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Ainda com base no aprofundamento das investigações, João Batista é tio do ex-prefeito de Martinópole, James Bel, e a motivação do crime estaria relacionado às críticas que Gleydson Carvalho fazia em seu programa contra o gestor.

“A vítima era o âncora de um programa de rádio da Liberdade FM (Revista Regional) que tecia constantes e severas críticas ao que reputava como desmandos, irregularidades graves e desvios no âmbito da gestão do referido município, inclusive ultimamente relatava que estava sendo ameaçada de morte, o que realmente se constatou em ligações efetuadas para o telefone da rádio e inclusive em postagens que antecederam sua execução em redes sociais veiculada por pessoa ligada à cobertura de eventos institucionais no Município de Martinópole”, apontou denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Além de João Batista, Israel e Thiago, também foram denunciados pelo crime: Daniel Lennon Almada Silva, Gisele da Silva do Nascimento, Regina Rocha Lopes e Francisco Antônio Carneiro Portela. Daniel era tesoureiro de Martinópole e foi apontado como dono da motocicleta utilizada na fuga dos executores. Já Gisele, Regina e Francisco Antônio teriam envolvimento no planejamento da ação.

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