Torcedores espancados se encontram com escrivã que os salvou de linchamento a caminho do Castelão

O encontro tão esperado aconteceu na manhã desta quinta-feira (8). na sede do Complexo de Delegacias Especializadas (Code).

“Estou me tremendo aqui para ver ela”, desabafou Cleilton Coelho, pai do adolescente de 15 anos que foi espancado a caminho do Clássico-Rei no último sábado (3) e salvo pela escrivã da Polícia Civil do Ceará, Tárgilla Bié Brito, que disparou tiros para o alto para dispersar as agressões. O primeiro encontro entre eles após o ocorrido aconteceu na manhã desta quinta-feira (8). na sede do Complexo de Delegacias Especializadas (Code),

“Estou mais ansioso do que alegre para ver ela. É um momento mais do que importante, ela não só salvou a vida do meu filho, ela também me salvou e eu jamais vou esquecer o que ela fez para a gente”, afirmou o pai de Rian Coelho, que fez aniversário no dia do ocorrido.

O momento do encontro foi emocionante para Tárgilla e para a família. Lá estava também a mãe de Rian, Albertina Coelho. As duas se abraçaram e agradeceram uma a outra. “As orações da senhora eu tenho certeza que me colocaram para estar lá naquele momento e salvar eles”, comenta a escrivã.

“Ela estava no lugar certo na hora certa, arriscando a vida dela e do bebê dela que está para vir ao mundo para proteger duas pessoas que ela nem conhecia”, agradeceu, emocionada Albertina Coelho.

Para agradecer a ação de Tárgilla, a família Coelho a presenteou com uma bolsa. Para Rian, o presente é só um pequeno sinal de agradecimento. “Nenhum presente agradece o suficiente o que ela fez. Foi muita nobreza dela fazer aquilo”, declara o adolescente que foi arrastado e espancado na avenida Silas Munguba.

“Deus me colocou lá” 

Escrivã da Delegacia Municipal de Horizonte há pouco mais de um ano e grávida de cinco meses, Tárgilla estava de folga quando presenciou a tentativa de linchamento. “Eu tenho certeza que me colocou naquele momento para proteger eles porque sabia que eu ia ter essa atitude e ia estar cuidando de mim e da minha bebê também. Eu fiz porque, se um dia, acontecesse com um familiar meu ou minha filha eu ia querer que alguém capacitado estivesse lá”, relata.

Nesta semana, a policial foi homenageada pela bravura de seu ato. O delegado geral de Polícia Civil do Ceará, Marcus Rattacaso, elogiou, em portaria oficial, a atitude da escrivã de 25 anos.

Fonte: DN

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *