Diretoria do Fortaleza ficará só com 0,72% da venda de Everton e espera doação para lucrar mais

Mesmo sendo detentor de 10% dos direitos do atacante, o Tricolor vai receber menos de 1% do montante devido a um acordo de 2017 feito com empresários e ex-dirigentes.

O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, admitiu que o clube vai lucrar apenas 0,72% caso haja uma futura venda do atacante cearense Éverton, que defende o Grêmio. Mesmo sendo detentor de 10% dos direitos do atleta – que tem multa rescisória fixada em 80 milhões de euros pela equipe gaúcha -, o Tricolor vai receber menos de 1% do montante ao qual tem direito devido a um acordo de 2017. O restante do valor será repassado a um grupo de 11 pessoas, incluindo empresários e ex-dirigentes.

O presidente Marcelo Paz espera, no entanto, que doações sejam feitas por parte desses empresários e ex-dirigentes, complementando o valor para o clube. Da lista de beneficiados pelo Fortaleza, o único nome conhecido é o senador Luis Eduardo Girão, que foi eleito presidente do clube em 2017 e deve receber, já certo, R$ 6,7 milhões que ele investiu. Caso a porcentagem de Girão exceda esse valor, o Fortaleza garante que ele prometeu devolver aos cofres do clube.

A medida foi firmada quando a equipe estava na Série C do Brasileiro e tinha dívidas para quitar, incluindo os salários de parte do elenco.

– O Fortaleza tem direito a 10% do valor, mas, desse valor, a gente negociou antecipadamente um montante que só fica 0,72% para o clube do total da negociação. Não significa que o dinheiro vai direto para essas pessoas. O dinheiro vem para o Fortaleza, e o Fortaleza tem que cumprir a obrigação de repassar esse valor para as pessoas que ajudaram em um momento anterior. Tudo foi validado dentro do regimento do clube e aprovado pelo Conselho Deliberativo – explicou ao Jornal Diário do Nordeste.

Além do Fortaleza, o restante dos percentuais está distribuído em: 50% para o Grêmio, 10% para o investidor Celso Rigo e 30% para o empresário Gilmar Veloz.

Fonte: G1/CE

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